Nirvana

Nirvana foi, provavelmente, a banda Grunge mais famosa da história. Formaram-se em 1987 e o alinhamento original era composto pelo vocalista Kurt Cobain, falecido em 1994, o baterista Dave Grohl, hoje vocalista dos Foo Fighters e o baixista Krist Novoselic, hoje activista político e autor de uma coluna semanal no site do jornal Seattle Weekly.

Lançaram quatro álbuns originais de estúdio e dois álbuns oficiais ao vivo, sendo que existem mais de vinte álbuns não-oficiais de concertos diversos ao longo dos sete anos de carreira da banda, terminada abruptamente com o suicídio de Kurt, finalmente vencido pelo vício da droga e por muitos anos de copos, maluquice, sexo desvairado e muito Rock ‘n Roll.

Cobain e Novoselic eram colegas de escola, amigos inseparáveis e fãs de uma banda chamada “The Melvins”. Conheceram Dave Grohl em 1990, já depois de terem lançado o seu primeiro álbum “Bleach” (Lixívia em Português), sendo que nessa altura o baterista da banda era Chad Channing, posteriormente baixista e vocalista da banda Before Cars.





O som de Nirvana em Bleach era um Rock/Metal muito cool, bastante mais pesado do que as músicas mais conhecidas. Caracterizado por inícios lentos e assentes em instrumentos de ritmo (baixo e bateria), a voz rouca e poderosa de Kurt Cobain entrava em seguida, acelerando o ritmo da música, atingindo o climax nos riffs de guitarra, protagonizados pelo próprio Kurt, mas “desenhados” por Krist Novoselic. Neste álbum, as músicas mais conhecidas são “About a Girl”, “Love Buzz” e “School”.



Em seguida, lançaram Nevermind, de longe o seu álbum mais conhecido. Êxitos como “Smells Like Teen Spirit”, “Lithium”, “Come as You Are” ou “On a Plain” acompanharam a minha adolescência, bem como, seguramente, a de muitos dos que estão a ler este post. Neste álbum, o som Grunge foi lançado, com intros bastante harmoniosas, bateria forte e ritmada, a voz de Kurt Cobain a atingir a sua amplitude máxima e uma atitude muito cool, lançando a banda para o estrelato. Nesta altura, Kurt casa com Courtney Love e o seu vício de heroína atinge o ponto alto. A maioria das letras das músicas deste álbum eram vislumbres da adolescência de Kurt, marcada por muito álcool, muitas festas, muito sexo e algumas drogas. Kurt, antes de se “fixar” na heroína, tinha por hábito tomar metanfetaminas e outros excitantes, por forma a minorar a sua personalidade calma e algo depressiva.

O terceiro álbum de Nirvana, “Incesticide”, é também o álbum mais negro. É uma compilação de lados B de anteriores gravações e inclui hits como “Aneurysm”, “Been a Son”, “Dive” ou “Sliver". Kurt passava, neste álbum, por uma fase má, com constantes dores de estômago provocadas pelo álcool que ele tentava acalmar tomando doses exageradas de lítio, chá de poejos (“Pennyroyal Tea”, uma das músicas mais conhecidas de Nirvana) e heroína.




“Heart-Shaped Box”, “All Apologies” e “Rape Me” são os nomes dos três singles mais famosos do último álbum de Nirvana, “In Utero”. Nesta altura, Courtney Love estava grávida de Francis Bean e a maioria destas músicas falavam da problemática da gravidez, do medo que Kurt tinha de ser pai devido aos seus vícios e do medo que tinha de um eventual filho nascesse com algum problema de saúde, precisamente por culpa dos seus vícios.

Os álbuns ao vivo de Nirvana são:




O multi-Platinado “Unplugged in New York”, que inclui músicas originais de Nirvana (“All Apologies”, “About a Girl” ou “Come as You Are”) e músicas de bandas que influenciaram os Nirvana, como Meat Puppets (“Plateau”, “Oh Me” e “Lake of Fire”), The Vaselines ("Jesus Doesn't Want Me for a Sunbeam"), David Bowie (“The Man Who Sold The World”) e Lead Belly (“Where Did You Sleep Last Night”)





O álbum Underground “From The Muddy Banks of The Wishkah”, álbum póstumo que inclui actuações ao vivo realizadas entre 1989 e 1994. Este álbum foi lançado essencialmente para vender, sendo considerado por muitos um álbum de Courtney Love, não um álbum de Nirvana.